Presidente Venceslau | Terça-Feira, 23 De Junho De 2026
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Sambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na cultura

Sambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na cultura

A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de políticas de proteção social para as mulheres trabalhadoras da cultura, como, por exemplo, com quem deixar seus filhos quando trabalham à noite. Ela defendeu as creches noturnas para essas trabalhadoras.

A cantora e compositora Teresa Cristina destacou a importância dos direitos previdenciários, como a aposentadoria, para os trabalhadores da cultura. “Queria que grandes mestres não tivessem preocupação com sua aposentadoria. Nós devemos tratar nossos ídolos muito bem”.

O presidente da Rede de Rodas de Samba, Wanderso Luna, ressaltou que o samba fez o povo negro se reinventar depois de mais de três séculos de escravização.

“A roda de samba sempre foi um vetor de desenvolvimento territorial e econômico. Qualquer lugar que você chega no Brasil tem uma roda de samba. O samba é nosso soft power. O samba é a coisa mais forte que nosso povo criou para se reinventar”, disse.

Na avaliação dele, os participantes do evento devem pensar o samba como uma indústria forte, semelhante à têxtil ou automobilística. "Somos um segmento potente, mas precisamos de investimento do BNDES, da Caixa Econômica Federal. Como a gente consegue fazer com que o dinheiro chegue para fazermos uma política estruturante, com financiamento e orçamento, como acontece na Coreia do Sul?”, indagou.

Ele lembrou que as rodas de samba começaram há mais de um século no Rio de Janeiro na transição entre o Brasil Imperial e o início da República. À época, pessoas excluídas se reuniam para falar de suas dores e amores. “A roda de samba nasce como um ato político”, completou.

Fonte: Agência Brasil

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