Após o término da 44ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Presidente Venceslau, o professor de libras, bacharelando em direito e pré-candidato a deputado federal, João Pedro da Paz, fez uso da tribuna para falar sobre o tema reforma agrária e o Movimento dos Agricultores Sem Terra (Mast).
O tema reforma agrária no Pontal do Paranapanema foi abordado com enfoque nas fazendas Santa Maria, em Marabá Paulista, e Fazenda São Francisco, em Presidente Venceslau. Conforme João Pedro, este segundo local já registrou ataques e “é uma terra que não possui proprietário”. “Mais do que isso, essas terras já foram julgadas pela União como devolutas”, explicou.
Durante mais de 20 minutos, João Pedro falou sobre a produção das famílias assentadas e seus benefícios para a comunidade, ressaltando ainda o desejo das famílias que integram o movimento em continuarem com a produção. "A alimentação que chega em várias escolas municipais é produzida por gente assentada e eu posso dizer com muita honra porque eu tenho minha avó assentada em Teodoro Sampaio e ela produz e manda hortaliças, verduras para escolas públicas", comentou.
João Pedro explicou que existem pelo menos 125 famílias para serem assentadas somente no Assentamento São Francisco. “Estas 125 famílias estarão retornando para Presidente Venceslau aquilo que merecem, os filhos dos seus. Estarão alimentando escolas, creches, trabalhando pela educação, assim como é feito e vai continuar sendo feito", defendeu o advogado e professor.
O professor de libras e pré-candidato a deputado federal falou sobre o Movimento dos Agricultores Sem Terra e seu aumento de proporção, atribuindo a característica ao fato do movimento ser ordeiro. “Não é um movimento que invade terra alheia. Não é um movimento que mata gado, que destrói fazenda, que queima plantação de quem está trabalhando honestamente. O Mast não faz isso. Nunca o fez e nunca o fará, porque é um movimento que tem liderança e a liderança é conhecida porque é respeitada”, disse.
O movimento, conforme citou João Pedro em seu discurso, “se respeita e respeita os produtores também, porque a única coisa que eles querem é produzir”. “É o jeito deles, a vida toda o que souberam fazer foi trabalhar na roça e é isso que estão pedindo, um pedaço da terra para que possam trabalhar”, continuou.
No final, o professor fez um convite aos vereadores para que possam visitar os assentamentos localizados entre Presidente Venceslau e Caiuá. “[...] São assentamentos produtivos, bonitos, as famílias são unidas, organizadas, eles têm seu próprio sistema de gerenciamento. É uma coisa ordeira, regrada. E eu tenho certeza, convicção e amor na causa de que se estes aqui forem convocados para tomarem posse em uma terra que o estado já deu como devoluta, vão produzir, não vão depredar, não vão quebrar e não vão destruir”, completou.
A tribuna livre não era utilizada na Câmara de Presidente Venceslau desde a última legislatura, ainda conforme o pré-candidato a deputado federal.
(Da redação)
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