Presidente Venceslau | Sexta-Feira, 12 De Junho De 2026
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Procurador jurídico da Câmara Municipal rebate informações sobre repasse ao Lar Aconchego

Procurador jurídico da Câmara Municipal rebate informações sobre repasse ao Lar Aconchego
Procurador jurídico da Câmara Municipal e voluntário na Associação Lar Aconchego usou a tribuna livre para passar informações sobre os serviços da entidade (Foto: Reprodução)

O procurador jurídico da Câmara Municipal e voluntário na Associação Comunitária Lar Aconchego, Christiano Carrasco Rainho, usou a tribuna livre da Câmara Municipal durante a noite de quarta-feira (2) para desmentir informações amplamente divulgadas por perfis em redes sociais que apontavam que a entidade recebe R$ 30 mil mensais da Prefeitura de Presidente Venceslau para prestar assistência a apenas uma criança.

Rainho explicou que o serviço desempenhado pelo Lar Aconchego é de alta complexidade, ou seja, deve ser desempenhado durante 24 horas, a exemplo do que ocorre com o pronto-socorro da Santa Casa de Presidente Venceslau e com o Abrigo de Idosos. “Essas entidades precisam funcionar 24 horas por dia. Tenha uma criança, o que é mentira, não tem apenas uma criança lá, tenha 20 ou 21 crianças como já teve. A despesa é a mesma, tenho que ter um corpo de funcionários lá para trabalhar, esperando crianças que volta e meia aparecem lá vítimas, graças à intervenção da Polícia Militar e do Conselho Tutelar", disse.

Além do repasse mensal de R$ 14 mil feito pela Prefeitura, as despesas diárias do Lar Aconchego também são quitadas com dinheiro doado pela população. Diante dos boatos veiculados nas redes sociais, o procurador jurídico da Câmara Municipal fez um pedido para que os munícipes venceslauenses não acreditem nas informações falsas. "Não escutem esses comentários maldosos que colocam nas redes sociais. Eu provo aqui, o contrato do Lar Aconchego com a Prefeitura de Presidente Venceslau é de R$ 14 mil por mês. Tem depósito em conta judicial. A conta do Lar desde 2017 ninguém mexe, ninguém tem senha, só eu, Christiano Rainho. Se sumir um centavo do Lar Aconchego, eu sou o responsável. Se eu morrer hoje, vão ter que pedir outra senha para o banco. É mentira que o Lar Aconchego só tenha uma criança e é mentira que o Lar receba R$ 30 mil por mês", afirmou.

O Lar Aconchego oferece acolhimento a crianças que estão em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis encontram-se impossibilitadas de cumprir sua função de cuidado e proteção. "Se fechar as portas, o município é obrigado a acolher essas crianças para dentro da Prefeitura. O município não tem estrutura para isso. Quem dera um dia tenha. Seria um sonho", comentou Rainho.

Conforme relato do voluntário, por vezes a entidade recebe crianças durante a madrugada em condições precárias de higiene e/ou de saúde que precisam da assistência. "Volta e meia ali, a população precisa saber, crianças chegam de madrugada por lá. Crianças sujas de fezes, com piolhos, com sarna, porque a mãe estava se prostituindo, porque a mãe estava usando droga na frente da criança, e graças ao trabalho da Polícia Militar e do Conselho Tutelar essas crianças são resgatadas. E quando amanhece o dia, depois que alguém liga pra mim, dizendo que precisa de leite, fralda, o que eu faço? O Lar não tem dinheiro, mas tem a população que ajuda. A gente tem uma conta particular e dessa conta é tirado o dinheiro. Quando não tem dinheiro lá, aí é o Rainho e o Marcelo Soriano que vão lá e dão o dinheiro deles. Ninguém posta na rede social isso. Pago do meu bolso, tiro da minha família e ajudo lá. Ou recorro aos amigos”, desabafou.

Diante dos comentários com informações falsas nas redes sociais, o procurador jurídico informou que já se reuniu com os demais componentes da diretoria do Lar Aconchego para tomar providências.

(Da redação)

Integração Regional

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