Neste mês, o Integração Regional iniciou a divulgação de informações sobre um material educativo produzido pela Polícia Civil com orientações para os munícipes evitarem golpes.
O conteúdo em questão foi elaborado por Bárbara Camapum, com revisão de Tarcísio Duarte Coelho e imagens da Freepik. Recentemente, o delegado Adalberto Gonini, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Presidente Venceslau, compartilhou a cartilha produzida pela Delegacia Seccional de Presidente Prudente nas redes sociais.
O material possui 17 páginas, todas com explicações sobre os principais golpes de estelionato praticados na atualidade em toda a região. No dia 9, o Integração Regional divulgou informações sobre o golpe do bilhete, o primeiro dos doze destrinchados pela Polícia Civil. Na quarta-feira passada (14), a edição trouxe detalhes sobre o golpe do falso sequestro. Na sexta (16), informações sobre o golpe do parente que o carro quebrou foram divulgadas. A última divulgação foi na quarta-feira (21), quando o jornal divulgou detalhes sobre o golpe da falsa clonagem de cartão bancário.
O quinto golpe abordado pela cartilha é o do intermediador de vendas. Nele, o bandido consegue o telefone da vítima em "sites" de vendas, como por exemplo: "OLX", "Webmotors", etc. Afirma para a vítima que tem interesse no bem oferecido no aplicativo e pede para que tire o anúncio da plataforma.
Assim, o bandido cria um novo anúncio com as fotos do bem da vítima, mas com valor bem abaixo do preço praticado no mercado, o que desperta interesse de outras vítimas. Com a vítima interessada em vender o bem: o bandido diz que comprará e pagará uma dívida que possui com seu cliente, sócio, amigo ou irmão e, portanto, pede silêncio no momento de apresentar o bem para outra vítima, prometendo algum lucro financeiro nesta negociação silenciosa. A vítima interessada em comprar, também é orientada a se manter em silêncio e por isso ganhará um desconto. Com todo esse enredo, enganação de que ambas as vítimas estão ganhando um pouco, o bandido fornece uma ou algumas contas bancárias diversas da conta da vítima que está vendendo o bem.
Com a transferência ou até antes dela, o bandido orienta as partes a irem até um cartório e preencherem o recibo do veículo, tudo para dar mais veracidade ao golpe. Quando ambas as vítimas percebem o golpe, o recibo já foi preenchido e todo o dinheiro da negociação foi parar na conta de um bandido, que logo em seguida saca todo o montante da conta, o que impede a recuperação do dinheiro.
A orientação para esse tipo de situação é manter o maior diálogo possível entre vendedor e comprador. É necessário solucionar todas as dívidas e jamais manter silêncio em negociações. Apenas depositar ou transferir dinheiro para a conta bancária do vendedor do bem.
Outros golpes
A cartilha produzida pela Polícia Civil traz ainda informações sobre os golpes do Whatsapp clonado, do falso boleto, do falso site, dos falsos fiscais, do falso namorado, da troca de cartão e até mesmo do coronavírus.
O Integração Regional trará mais detalhes sobre os outros golpes nas próximas edições.
(Da redação)
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