Presidente Venceslau | Sexta-Feira, 12 De Junho De 2026
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Justiça decreta prisão de casal que comandava transportadora em Venceslau

Justiça decreta prisão de casal que comandava transportadora em Venceslau
Polícia Civil deflagrou no último mês de dezembro operação na transportadora em Venceslau (Foto: Arquivo)

A Justiça decretou no último domingo (10) a prisão preventiva de Elidiane Saldanha Lopes, 39, e do marido Ciro César Lemos, 44, ex-presidiário condenado por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Eles possuíam uma transportadora de veículos em Presidente Venceslau, empresa suspeita de ter lavado R$ 23,7 milhões para o PCC (Primeiro Comando da Capital), afirma o MP-SP (Ministério Público de São Paulo  A informação é do jornalista Josmar Jozino, colunista do site UOL.

O advogado Roberlei Cândido de Araújo disse ao jornalista do UOL,  que Elidiane e Ciro são inocentes de todas as acusações. Segundo o defensor, a verdade prevalecerá no decorrer do processo e todas as medidas necessárias estão sendo tomadas nas instâncias superiores para reverter esse quadro. Segundo o MP-SP, o casal está foragido.

Transportadora perto da P2
A empresa de Elidiane e Ciro, denominada Lopes Lemos Transportes, ficava situada nas proximidades da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), onde a cúpula do PCC cumpria pena até fevereiro de 2019, quando foi removida para presídios federais.

A suspeita do MP-SP é a de que os chefões máximos do PCC tenham constituído a empresa para o casal, como forma de lavar dinheiro do tráfico de drogas, e também como estratégia para usar os veículos da transportadora como apoio logístico em uma possível ação de resgate de presos na P-2 de Venceslau.

O Ministério Público apurou que a transportadora foi constituída em 2015 com um capital social de R$ 300 mil. Em 24 de outubro de 2019, esse montante atingiu a cifra de R$ 3,6 milhões. Em 19 de maio de 2020, Lidiane foi retirada da sociedade e o capital foi redistribuído para Ciro.

No período de 2015 a 2019, Ciro movimentou R$ 2,3 milhões; Elidiane, R$ 1 milhão e a transportadora, R$ 20 milhões, totalizando R$ 23 milhões. A empresa do casal chegou a ter uma frota de 56 veículos, entre caminhões, tratores, semirreboques, carros e caminhonetes de luxo.

Atentados descritos em mensagens

O casal começou a ser investigado em 23 de julho de 2019, quando agentes penitenciários apreenderam um bilhete em poder de dois presos na cela 139, Pavilhão 1, da P-2 de Presidente Venceslau. Segundo o MP-SP, as mensagens falavam em atentados contra autoridades do sistema prisional.

Um dos alvos era o ex-diretor-geral do presídio, Luiz Fernando Negrão Bizzoto. Um dos trechos da mensagem dizia que "aquela mulher da transportadora" estava levantando o endereço dos servidores do sistema prisional marcados para morrer.

O serviço de inteligência das forças de segurança analisou o material apreendido na cela e chegou ao nome da transportadora e ao casal dono da empresa. Foi apurado também que Ciro ficou preso em Presidente Bernardes, em 2006, junto com a alta cúpula do PCC.

O casal foi denunciado à Justiça em 17 de novembro de 2021 pelos crimes de associação à organização criminosa e lavagem de dinheiro. O MP-SP requisitou a prisão preventiva dos acusados, mas o pedido foi indeferido na 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau.

O Ministério Público recorreu da decisão e desembargadores do Tribunal de Justiça, tendo como relator Mauro Devienne Ferraz, entenderam que a prisão preventiva é necessária porque o casal é acusado de cometer crime de natureza grave e permanente e ainda manifestou o interesse em sair do país.

As investigações apontaram ainda que Elidiane e Ciro levavam uma vida de luxo e costumavam fazer viagens internacionais para Miami e Orlando, na Flórida, Estados Unidos, e também para a Espanha, na Europa. O MP-SP suspeita que o casal esteja escondido na Bolívia.

As informações são do jornalista Josmar Jozino do site UOL. Clique aqui e saiba mais.

Integração Regional

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