Presidente Venceslau | Quinta-Feira, 14 De Maio De 2026
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Após reintegração de posse, integrantes da FNL ocupam nova área em Sandovalina

Após reintegração de posse, integrantes da FNL ocupam nova área em Sandovalina
Famílias reivindicam que o imóvel seja destinado à reforma agrária. Ocupação foi feita na manhã desta quinta-feira (24) (Foto: Willian Santos)

Cerca de 500 famílias ligadas à Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) ocuparam uma propriedade rural localizada em Sandovalina (SP), nesta quinta-feira (24). A nova ocupação foi feita após a reintegração de posse da outra área em que as famílias estavam no município.

O assessor da FNL, Willian Santos, explicou que a mesma fazenda foi vendida em várias partes, então, se tornou "umas cinco áreas".

"Saíamos da área que estávamos, que teve a reintegração, e ocupamos outro espaço da mesma fazenda. Essa área já foi decretada pelo procurador da Justiça, como terras devolutas, terras que pertencem ao Estado. O que tem que fazer agora é a demarcatória. Saímos pacificamente e ocupamos outra área da fazenda", falou.

Segundo a FNL, as famílias reivindicam que o imóvel seja destinado à reforma agrária.

"Esperamos que os governos estadual e federal façam o que tem que ser feito, que é a reinvindicação e todo processo para que essas famílias possam ter o seu lugar, o seu lote para produzir. No caso da pandemia, tem muitas pessoas desempregadas, muitas pessoas que vem para morar e a fome está batendo, então a pessoa tendo um pedacinho de terra, ela pode produzir muito mais", disse o assessor.

Após reintegração de posse, integrantes da FNL ocupam nova área em Sandovalina

Integrantes da FNL ocupam nova área em Sandovalina — Foto: Willian Santos

Ainda de acordo com Santos, a nova área ocupada pelas famílias é na mesma terra que estavam antes.

"É a mesma área, só que ele foi vendida por partes, aí tem vários que acham que É dono, só que na verdade, essa área já foi decretada Pública e transitado em julgado. Hoje estamos com mais de 500 famílias, onde tem a esperança e a necessidade de ter sua terra", conclui Santos.

A Assessoria de Comunicação Social do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) disse que a "destinação de terras públicas estaduais compete ao governo estadual, por meio da Fundação Itesp. O convênio de reversão de terras que firmaram entre si Incra e Itesp não está mais em vigor".

A reportagem do G1 ainda pediu o posicionamento da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), mas até o momento não obteve resposta.

Com informações do G1

 

 

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