O último dia 17 de julho foi marcado pela comemoração do Dia de Proteção às Florestas. Diante da necessidade de conscientizar a população, a Prefeitura de Presidente Venceslau reforçou a importância da preservação das florestas, lembrando que o ambiente é lar de inúmeras espécies e plantas, além de ajudar na qualidade de vida dos seres humanos.
Entre as ações simples que podem ajudar na proteção das florestas e do meio ambiente, destacam-se as seguintes:
- Usar produtos feitos com madeiras de reflorestamento, normalmente identificadas com um selo ou certificado;
- Não colocar fogo em matas;
- Não jogar lixo no meio ambiente;
- Dar sempre prioridade aos papéis recicláveis;
- Não jogar cigarros ou objetos em combustão em florestas, por exemplo.
Para reforçar a mensagem divulgada pela Prefeitura, o Integração Regional procurou o biólogo especialista em gestão ambiental, professor e fotógrafo da fauna local, Helder Stapait, para falar sobre a necessidade de se preservar as áreas verdes e florestas.
Stapait explicou que Presidente Venceslau está localizada em uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado. “Temos os dois biomas aqui e temos as espécies de fauna e flora que ocorrem nesses dois biomas”, frisou.
O especialista afirmou que existem diversas espécies de animais em extinção que dependem dessas áreas em nossa região para sobreviver. Em caso de supressão dessas áreas, estes animais podem migrar para outros ambientes ou mesmo desaparecerem. “Qual é o problema do desaparecimento ou migração? Algumas espécies realizam a manutenção da vida. Vamos utilizar os falcões predando cobras, que predam roedores. Os roedores, se eles estão descontrolados, eles afetam a agricultura. As serpentes, se elas estão descontroladas, elas afetam todo o nicho de pequenos animais, ocorre um descontrole populacional onde vai faltar alimento e sobrar predador”, explanou.
Outro cenário inadequado que poderá ser observado sem a presença de mata é a ausência de alguns insetos polinizadores, o que afetaria a reprodução da flora. “Sem a polinização, nós não temos a reprodução da flora, de muitas espécies, então ocorre um desequilíbrio ecológico que afeta diretamente a gente. Afeta desde a produção de alimentos até o clima”, alertou o biólogo.
Por fim, o especialista defendeu mais uma vez a proteção das florestas em todos os seus níveis, desde uma árvore no centro da cidade, até os grandes fragmentos em torno das cidades. “Fragmentos, corredores ecológicos, parques estaduais, parques ecológicos, parques federais, etc. Essa é a grande importância, pela manutenção dos biomas, pela manutenção do local, regional, manutenção de todos mecanismos naturais que permitam a nossa qualidade de vida”, finalizou.
(Da redação)
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