Presidente Venceslau | Quarta-Feira, 27 De Maio De 2026
Editorial

A calamidade da Humanidade

A calamidade da Humanidade

(*) Paulo Francis. Jr

Em 1982, uma mulher pegou o ônibus errado na Tailândia. Ela embarcou numa condução, pensando estar indo para sua aldeia no sul do país, mas foi para 1.200 quilômetros ao norte, em Bangcoc. Tentando voltar, pegou outro ônibus, mas novamente se enganou e desembarcou 800 quilômetros ainda mais ao norte do país. Falando apenas um dialeto tribal pouco conhecido, essa mulher não conseguia se comunicar em tailandês, e assim, viveu 5 anos na rua, mendigando, até ser recolhida em um centro de apoio para pessoas carentes. Passados alguns anos, chegaram ali alguns estudantes do sul da Tailândia para um intercâmbio. Estes entendiam o dialeto da mulher e ouviram sua história. Após tanto sofrimento, ela finalmente pode voltar para casa em 2007, depois de 25 anos perdida...

A narrativa do primeiro parágrafo está no livreto pensamentos cristãos “Presente Diário,” da Rádio Trans Mundial. A história exemplifica, também, como as Nações caminham nestes tempos. Assim, estamos tão perdidos quanto a mulher da saga inicial. Não digo “completamente perdidos”, pois somos dotados de inteligência. Com um pouquinho de sabedoria, quiçá possamos reverter tais tragédias. A questão é: se nós sabemos o caminho correto, porque insistimos em não andar nele?

Desde o começo do século passado, estamos sendo convencidos pelo movimento liberal, que podemos fazer de tudo - sem limites, sem peso na consciência e sem preocupação em prestar contas a quem quer que seja! Nem menos ao Criador!!! Cada pessoa tem a sua versão para explicar como chegamos neste ponto. Todavia, ninguém pode negar que estamos num tempo de colheita. Com todo respeito, digo: não interessa se você plantou ou não, mas colherá!  

Avançamos na tecnologia, mas nos perdemos moralmente. E o que nasceu?! Desventuras! Mirando olho no olho: des-gra-ças!!! Sem que nem todos admitam, estamos levando uma saraivada de pancadas que vão desde o clima tremendamente instável e traiçoeiro em todos os cantos do planeta, passando pela pandemia que não para de fazer cadáveres, até a recente declaração de guerra entre russos e ucranianos. São cobranças divinas, sim! Esta última tem um agravante: o desequilíbrio humano não o constrange em falar de “bomba atômica.” Neste viés surge outra pergunta: será que não aprendemos nada com Hiroshima e Nagasaki?! Outra coisa: de que adianta os governantes irem anualmente aos monumentos pela paz e levar flores?

Durante a semana, tive oportunidade de refletir nas Escrituras Sagradas, no capítulo 5 do profeta Daniel. Aparecem no trecho, duas coisas que trazem desconforto emocional para muita gente! Objetivamente, a balança; subjetivamente, o espelho. O homem “se acha.” Se acha indestrutível. É um vaidoso que venera a autoestima diante da sua imagem refletida. E esquece que estamos sendo julgados constantemente. Por conta de encantamento consigo mesmos, 2 governantes da Babilônia passaram por escabrosas situações. Nabucodonosor - transformado em gado! -, comeu capim durante 7 anos. O filho, Belsazar, “embriagado pelo mesmo encantamento, ” viu a mão de Deus escrever: pesado fostes na balança e dado em falta. Foi o seu fim; foi a ação da Justiça divina que muitos agora pensam que acabou ou mudou. Chega de fantasias: Deus não é só amor...   

As imagens do nosso derradeiro problema, da guerra na Ucrânia, são as mais chocantes que o Homem já produziu. Não as que mostram corpos inertes, dilacerados! As mais terríveis serão as que evidenciarão que o homem não evoluiu nada ao longo de séculos. Se não compreendemos o valor de uma vida, não saímos da pré-história; nunca soubemos, na prática, o que é livre-arbítrio. O que me causa espanto na guerra Rússia-Ucrânia é que, nela, literalmente, irmãos estão matando irmãos, já que são povos praticamente com a mesma origem. Aprenda: a maior tragédia do Homem é ouvir o Criador falar, dar as costas e desobedecer. O desprezo pela Bíblia fez grande parte do mundo embarcar em “veículos” errados. Aprovam abortos, casamentos estranhos, eutanásias, etc... O Homem abusa! Poderá até ser perdoado, mas não se livrará das consequências, das dores!     

Atenção! Atenção! A Humanidade já atravessou a linha divisória da paciência de Deus. Atenção...

(*) Paulo Francis. Jr é da AVL e escreve aos sábados no jornal Integração Regional News.       

Integração Regional

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