O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto (SP) informou, que após a cirurgia final de separação das gêmeas de Piquerobi antes unidas pelo crânio, 'Allana' e 'Mariah' seguem apresentando boa evolução.
Na tarde de segunda-feira (21), os médicos refizeram os curativos. "As meninas continuam sedadas, sob cuidados intensivos e acompanhadas dos pais", completou a instituição em boletim enviado à imprensa.

Cirurgia;
A cirurgia final, dentre as várias realizadas nos últimos meses, começou ainda no sábado (19) e terminou por volta das 8h do dia seguinte, cerca de 25 horas depois. Segundo o HC, as gêmeas passam bem e não há previsão de alta.
Ao todo, 50 profissionais participaram do procedimento, entre médicos, enfermeiros, instrumentadores e equipe de apoio. Os detalhes sobre como foi a cirurgia e o estado de saúde das irmãs devem ser divulgados em uma coletiva de imprensa prevista para o final de setembro.
No procedimento, estava prevista a dissecção de cerca de 25% dos vasos sanguíneos que ainda restavam separar. Além disso, as gêmeas seriam submetidas à cranioplastia, etapa para fechar a calota craniana e da pele que recobre a cabeça de cada uma das meninas.
A equipe multidisciplinar acompanha as meninas desde 2021, quando ainda estavam na barriga da mãe.

Incidência Rara;
A incidência de gêmeos unidos pela cabeça é extremamente rara, representando um caso em cada 2,5 milhões de nascimentos.
No Brasil, a primeira separação de siamesas craniópagas, as gêmeas Maria Ysadora e Maria Ysabelle, ocorreu em outubro de 2018, após cinco procedimentos cirúrgicos realizados pela equipe do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
O caso foi acompanhado pelo médico 'James Goodrich', referência internacional em intervenções com gêmeos siameses e que faleceu por Covid-19 em 2020.
(Da redação)
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