Presidente Venceslau acumula, desde o início de 2025, sete óbitos decorrentes de doenças respiratórias graves, considerando os registros de SRAG, Covid-19 e Influenza. Os dados, atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde, mostram que essas enfermidades continuam provocando complicações severas e internações em unidade de terapia intensiva (UTI), reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e adoção de medidas preventivas pela população.
SRAG: 17 casos e cinco mortes no ano
O município registrou 17 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com cinco mortes ao longo de 2025. A taxa de incidência é de 49,31 casos por 100 mil habitantes, e a letalidade geral chega a 29,41%.
A gravidade dos quadros chama atenção: 11 pacientes precisaram de internação em UTI, o que corresponde a 64,71% dos casos.
A SRAG é um conjunto de quadros clínicos graves provocados por diversos vírus e bactérias, caracterizados principalmente por falta de ar, queda na saturação de oxigênio e sinais de insuficiência respiratória. Geralmente afeta mais severamente idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Covid-19: três casos e um óbito
A Covid-19 segue entre as causas de SRAG no município. Em 2025, foram três casos confirmados, com um óbito. A incidência é de 8,70 casos por 100 mil habitantes, com letalidade de 33,33%. Um dos pacientes precisou ser internado em UTI.
Apesar da circulação viral estar menor em relação aos anos de pandemia, a Covid-19 ainda provoca quadros graves, sobretudo em pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal desatualizado.
Influenza: quatro casos e um óbito
A Influenza, popularmente conhecida como gripe, também contribuiu para os registros de SRAG. Este ano, Presidente Venceslau notificou quatro casos, com um óbito. A incidência é de 11,60 casos por 100 mil habitantes, e a letalidade chega a 25%.
Dos casos confirmados, três precisaram de tratamento em UTI (75%). A gripe pode evoluir rapidamente para complicações, como pneumonia viral ou bacteriana, especialmente entre grupos vulneráveis.
Como prevenir e reduzir os impactos das doenças respiratórias
As infecções do trato respiratório superior e inferior — incluindo SRAG, Covid-19 e Influenza — tendem a circular mais em períodos secos ou frios, mas podem ocorrer durante todo o ano. A Secretaria de Saúde reforça algumas medidas fundamentais para reduzir o risco de transmissão e agravamento:
Vacinação
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Manter o calendário vacinal atualizado é a principal medida preventiva contra Influenza e Covid-19.
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A imunização reduz significativamente o risco de casos graves, hospitalizações e mortes.
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Idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades têm prioridade nas campanhas anuais.
Hábitos de higiene e etiqueta respiratória
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Lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel.
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Evitar tocar olhos, nariz e boca.
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Ao tossir ou espirrar, usar o antebraço ou lenço descartável.
Ambientes arejados
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Manter janelas abertas sempre que possível, especialmente em locais com maior circulação de pessoas.
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Evitar aglomerações em ambientes fechados durante períodos de maior transmissão viral.
Atenção aos sintomas
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Procurar atendimento médico diante de sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, cansaço extremo ou coloração azulada nos lábios.
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Pessoas com maior risco de agravamento devem buscar avaliação médica já nos primeiros sintomas gripais.
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Idosos e pessoas com doenças crônicas devem manter acompanhamento clínico regular.
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Crianças pequenas, gestantes e imunossuprimidos exigem atenção redobrada em períodos de maior circulação viral.
Monitoramento contínuo
Os dados reforçam que, embora os números absolutos não sejam elevados, o impacto das doenças respiratórias — tanto em nível nacional quanto municipal — permanece significativo, sobretudo pela severidade dos quadros e pela ocorrência de óbitos.
O monitoramento contínuo pelos órgãos de saúde é essencial, mas o cuidado individual também é determinante. Ao notar qualquer sintoma persistente, a população deve buscar atendimento médico imediato para evitar agravamentos.
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