O ser humano é curioso por natureza. Isso se dá por conta de um impulso infantil, no qual a criança busca saber sobre o desconhecido para se desenvolver. Contudo, os fatores que motivam o envolvimento do sujeito na vida alheia, revelam muito a respeito de seu caráter, personalidade e até como anda a sua vida.
São raros os momentos em que fofocar possui um viés positivo. Maldizer o outro no intuito de causar intrigas e especulações por conta de algo que talvez nem esteja de acordo com a realidade é um vício dos mais tóxicos e desrespeitosos porque, além de prejudicar o outro, não há autorização de quem é envolvido para passar a informação adiante.
Geralmente, o fofoqueiro sofre de inveja ou baixa autoestima, ou seja, apresenta uma grande necessidade de chamar a atenção dos demais, pois, ao divulgar as maledicências, acaba se tornando detentor de informações privilegiadas e essa reputação adquirida lhe fornece o poder que busca nas relações.
Quem possui este tipo de hábito tende a projetar todo o rancor que carrega em quem admira, assim o gozo do infeliz acontece através da tentativa de derrubar o outro. O fofoqueiro está tão vazio e imerso em seu próprio sofrimento que acaba esquecendo que a vítima também tem suas limitações e sofrimentos.
A fofoca é mantida através de um sistema de retroalimentação. Assim como na brincadeira do “telefone sem fio”, a informação só vai para frente, caso o próximo repasse o que foi dito. A construção de um mundo melhor acontece a partir de ações individuais e embora seja tentador levar-se por esse impulso infantil de satisfação de curiosidade, não vale à pena, pois, de acordo com o princípio hermético do ritmo, tudo o que vai, volta.
Dúvidas e informações: (18) 99139-0000.
Escrito por Rafaela Piai - Psicóloga CRPSP133655
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