Presidente Venceslau | Quinta-Feira, 29 De Outubro De 2026
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Orquestra juvenil feminina do Rio leva música brasileira para a China

Orquestra juvenil feminina do Rio leva música brasileira para a China

Turnê na China

A diretora-executiva da OSJCG, Moana Martins, informou que o grupo está nos preparativos finais para a viagem à China, onde fará apresentações em Xangai e Pequim dentro da programação do Ano Cultural Brasil-China.

Moana Martins conta que o papa Leão XIV recebeu a orquestra juvenil - Rovena Rosa/Agência Brasil

As integrantes permanecerão 15 dias no país.

“A gente está muito feliz porque está indo com a Orquestra Chiquinha, mas também representando o protagonismo da educação pública brasileira, levando na mala a diversidade da cultura do Brasil, com obras de Villa-Lobos,Tom Jobim, Camargo Guarnieri, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga”, afirmou Moana.

A OSJCG já realizou apresentações em Portugal, Espanha, Suíça, França e Estados Unidos. Em maio deste ano, a orquestra tocou para o papa Leão XIV na Praça São Pedro, no Vaticano.

“Fomos recebidas por ele, que cumprimentou as meninas. Foi um momento muito marcante”, relatou a diretora.

Formação musical e inclusão social

Criada há cinco anos, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga homenageia a pianista, compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga, considerada a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Segundo Moana Martins, o projeto começou em 2021 com alunas sem experiência musical prévia.

A iniciativa integra o programa Geração de Sons e mantém 15 polos distribuídos por territórios de alta vulnerabilidade social na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana.

A primeira etapa de formação, chamada Abre Alas, em referência à composição de Chiquinha Gonzaga, atende meninas a partir de 7 anos de idade. Mais de 900 participantes recebem formação musical e acesso a instrumentos.

Na segunda etapa, as estudantes podem concorrer a vagas na orquestra por meio de edital. Atualmente, 58 musicistas integram o grupo. As seleções são realizadas semestralmente e exigem nível de desempenho musical compatível com a atuação na orquestra.

A primeira prova é a partir dos 12 anos de idade. “Tem relação com autonomia e maturidade emocional”, explicou Moana.

O programa conta ainda com uma terceira etapa, a Academia de Monitoras, voltada às alunas que ingressam no ensino superior e retornam aos polos para atuar como instrutoras, monitoras ou assistentes nas áreas administrativa e de comunicação.

“Essa é a etapa de formação para o mundo do trabalho”, disse.

As integrantes podem permanecer na orquestra até os 22 anos. Após esse período, algumas seguem vinculadas ao projeto como professoras.

“O objetivo é que a orquestra seja um canal formativo para que elas conquistem autonomia e ocupem espaços importantes na sociedade”, afirmou Moana Martins.

Fonte: Agência Brasil

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