Festejo
A banda foi selecionada pelo Edital Cultura Sesc Rio Pulsar. “Alguns amigos lá de Belém já participaram e é uma satisfação enorme estar no Rio de Janeiro para fazer, realmente, um grande baile da música brasileira feita na Amazônia”, disse à Agência Brasil o diretor do grupo João P. Cavalcante.
O diretor comentou que a banda está festejando os 50 anos do siriá e revisitando quatro álbuns gravados pelo Mestre Cupijó, embora o ritmo já existisse anteriormente.
Os álbuns são Siriá Volume 1 e Dance o Siriá Volume 2, lançados em 1974; Siriá Siriá Volume 3 (1975); e Siriá Volume 4 (1976). Eles são considerados obras fundamentais para a difusão e modernização do gênero musical.
“É uma festa pelos quatro álbuns que estão completando 50 anos”.
O espetáculo reúne música, dança e os ritmos do Baixo Tocantins, em uma leitura contemporânea desse patrimônio cultural brasileiro.
A banda já está trabalhando na gravação de um álbum que poderá ser lançado no final deste ano ou no começo de 2027.
“Vai ter um clipe bem bonito, e a gente pretende voltar ao Rio de Janeiro para fazer o lançamento, ir a São Paulo depois e lançar no Norte também”, informou Cavalcante.
Nascimento
A banda nasceu de um documentário biográfico produzido após a morte de Mestre Cupijó por sua sobrinha, a cineasta Jorane Castro.
“A partir desse momento, o trabalho foi desenvolvido porque existiam poucos registros históricos do Mestre Cupijó. Jorane me convidou, com outro produtor e diretor musical, para formar uma banda. Foi através desse movimento que a banda nasceu”, disse João P. Cavalcante.
Nos primeiros anos, o diretor atuou como percussionista e cantor. Como teve que viajar e morar fora do Brasil, hoje ele trabalha como diretor. A banda, contudo, manteve os dez integrantes, com a entrada de Carla Costa no lugar de Cavalcante.
“Ela apresenta um novo formato, uma nova voz, uma voz feminina na banda. Acho que era o que precisava e está muito bonito desse jeito”.
A formação reúne metais, cordas, bateria e percussões amazônicas, em um espetáculo marcado pela dança, pela celebração coletiva e pela potência dos ritmos do Baixo Tocantins.
O projeto mantém vivo um repertório que atravessa gerações e reafirma a importância do siriá como patrimônio cultural paraense.
Fonte: Agência Brasil
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