Presidente Venceslau | Segunda-Feira, 22 De Junho De 2026
Saúde

Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras

Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras

Internações

Em média, quase 20 crianças e adolescentes foram internados por dia com queimaduras nos dois anos analisados. A sondagem aponta que, entre as crianças e adolescentes hospitalizados por queimaduras e outros acidentes térmicos, 20% tinham entre cinco e nove anos de idade, o equivalente a 2.820 internações.

Em seguida, aparecem os pacientes de 10 a 14 anos, com 1.848 registros (13%), e os adolescentes de 15 a 19 anos, com 1.721 casos (12%). Os dados são do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde.

A SBP indica que a maior parte das internações se relaciona a acidentes resultantes do contato com fontes de calor e substâncias quentes, comum em ambientes domésticos e associado com frequência ao preparo de alimentos e ao manuseio de líquidos aquecidos. Segue-se a exposição à fumaça, ao fogo e às chamas.

As hospitalizações registradas em 2024 e 2025 decorreram também de exposição à corrente elétrica, temperaturas extremas, agressões e outros eventos relacionados a queimaduras e acidentes térmicos. As formas mais graves desses acidentes resultaram em mais de 300 óbitos de crianças e adolescentes por ano, em 2023 e também em 2024, indicam registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do SUS.

Curiosidade

Edson Liberal afirmou que a curiosidade faz parte do desenvolvimento infantil e é fundamental para o aprendizado.

“O problema é que as crianças pequenas ainda não têm maturidade para reconhecer situações de perigo. Elas se interessam por objetos coloridos, brilhantes, que produzem calor, luz ou movimento, além de tudo aquilo que observam nos adultos.”

Outro hábito comum em crianças de baixa idade é tentar alcançar objetos colocados em locais altos, abrir portas, puxar toalhas de mesa e reproduzir comportamentos que veem em casa. Por isso, o presidente da SBP recomendou que os pais mantenham supervisão constante dos filhos e adaptem os ambientes para evitar riscos desnecessários. “São medidas fundamentais para a prevenção de acidentes”.

Além das queimaduras provocadas por líquidos quentes, fogo e superfícies aquecidas, outros agentes podem causar lesões muito graves. Entre eles, Liberal citou produtos químicos, como soda cáustica, produtos de limpeza e substâncias corrosivas; agentes elétricos, como tomadas desprotegidas, fios desencapados e instalações inadequadas; e substâncias inflamáveis, especialmente o álcool líquido e o álcool em gel.

“É importante lembrar que a pele das crianças é mais delicada e vulnerável, o que favorece queimaduras mais profundas e com maior risco de sequelas”, advertiu. Dependendo da profundidade da lesão, destacou que as queimaduras podem variar de quadros mais superficiais até situações graves, com necessidade de procedimentos cirúrgicos e longos períodos de recuperação.

No país

O levantamento aponta a Região Sudeste com o maior volume de internações pediátricas por queimaduras e outros acidentes térmicos em ambos os anos analisados, com 2.203 casos em 2024 e 2.328 em 2025. Em seguida, vêm o Nordeste (1.830 e 1.799 registros, respectivamente), o Sul (1.675 e 1.763), o Norte (724 e 692) e o Centro-Oeste (533 e 525).

Fonte: Agência Brasil

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