Kuwait
Apesar do Irã não informar o país onde essa base dos EUA estaria sediada, tanto o Kuwait, quanto os EUA, afirmam que os mísseis iranianos foram lançados em direção ao Kuwait, e que teriam sido interceptados pelas forças kuwaitianas.
“Na manhã de quinta-feira, as defesas aéreas do Exército do Kuwait interceptaram e destruíram drones e mísseis inimigos. As fortes explosões ouvidas em algumas partes do Kuwait foram resultado dessas interceptações”, informou o Estado-Maior do Exército do Kuait, em comunicado.
Os países do Golfo Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos (EAU) criticaram a retaliação do Irã contra o território do Kuwait.
“O Ministério das Relações Exteriores expressa a condenação do Reino da Arábia Saudita e sua repulsa nas mais fortes palavras aos ataques hostis com mísseis e drones contra o Estado irmão do Kuwait”, diz o governo da Arábia Saudita.
Israel no Líbano
Apesar de um suposto acordo de cessar-fogo, Israel segue com sua campanha de bombardeios no Líbano, incluindo ataques à capital Beirute. Por outro lado, o grupo político-militar Hezbollah tem realizado operações contra forças israelenses na região.
Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março, mais de 3,2 mil pessoas moreram no país, que ainda tece mais de 9,7 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano.
Negociações sem resultado
Enquanto o Irã exige a saída das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio dos recursos do país congelados no exterior, além do levantamento das sanções econômicas; Washington exige a entrega do urânio iraniano e a abertura completa do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo do planeta.
Nesta quarta-feira, o chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ibrahim Azizi, afirmou que o país não abrirá mão de certas exigências.
“O Irã não será pressionado a recuar das suas linhas vermelhas pela retórica de Trump: o direito de enriquecer urânio, a posse de urânio enriquecido, a autoridade sobre o Estreito de Ormuz e a remoção de sanções”, comentou.
O Irã se recusa a negociar, neste primeiro momento, o programa nuclear do país, que o governo sempre alegou ser para fins pacíficos. Ao mesmo tempo, defende nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de como era antes da guerra.
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Para analistas consultados pela Agência Brasil, a justificativa dos EUA e de Israel para entrarem em guerra contra o Irã, que seria o programa nuclear do país, entre outros motivos, é apenas um pretexto.
O objetivo principal seria derrubar a República Islâmica como forma de projetar o poder de Israel na região e barrar a expansão econômica da China.
Fonte: Agência Brasil
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