Presidente Venceslau | Terça-Feira, 27 De Outubro De 2026
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Déficit superior a R$ 2 milhões coloca em risco estrutura do Hospital de Esperança em Presidente Prudente

Déficit superior a R$ 2 milhões coloca em risco estrutura do Hospital de Esperança em Presidente Prudente
Hospital de Esperança, Presidente Prudente — Foto: Marcos Sanches/Secom

No Oeste Paulista, o Hospital de Esperança é referência para moradores de 45 cidades em relação aos cuidados contra vários tipos de câncer e, este ano, foi credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, o que parecia ser uma solução para a saúde financeira da unidade, que fica em Presidente Prudente (SP), na verdade escondia um problema. Os recursos enviados não conseguem bancar os gastos do local e agora o hospital está com um déficit milionário.

A unidade recebe pacientes oncológicos de 45 cidades da região e de estados vizinhos, como o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Esses atendimentos são oferecidos de graça. Mas, essa estrutura levantada a muito custo e depois de anos de mobilização regional e nacional, está ameaçada. É que pela primeira vez desde que foi habilitado junto ao SUS, neste ano, o Hospital de Esperança começou a fechar as contas no vermelho e a única receita fixa do SUS, segundo a presidência do hospital, não cobre nem de longe os custos.

O déficit é mesmo milionário diante das receitas do hospital. Receitas no plural mesmo, porque além do pouco que vem do governo federal, todo mês entra nas contas do hospital algo em torno de R$ 1,9 milhão das chamadas receitas eventuais. São recursos de filantropia premiável, ações de telemarketing, cobrança de estacionamento e arrecadação com eventos que são esporádicos.

Resumo da situação financeira do Hospital de Esperança
 
*Entradas R$ 1.904.112,98
 
*Custos diretos
*Despesa com serviço hospitalar: R$ 2.232.500,00

*Despesa com manutenção de equipamentos hospitalares: R$ 77.310,17

*Salários e encargos: R$ 1.270.000,00

*Custos indiretos: R$ 502.930,00

*Total das despesas: R$ 4.082.740,17

*Déficit: -R$ 2.178.627,19
 
Os números mostram a atual crise no hospital. As receitas eventuais que entram todo mês somam quase R$ 2 milhões. Mas aí tem custos com serviços hospitalares, manutenção de equipamentos, salários dos funcionários, e demais custos indiretos. Tudo isso gera uma despesa que passa dos R$ 4 milhões por mês. A conta não fecha. E nos últimos meses, o déficit tem passado dos R$ 2 milhões.

Segundo a presidência do hospital, todas essas despesas vinham sendo custeadas até então com reservas, já que o hospital não estava em pleno funcionamento. Mas agora, com os mais de 7 mil atendimentos por mês feitos depois da habilitação, a crise financeira se instalou. A diretoria diz que se não houver ajuda do poder público e da comunidade, o número de atendimentos prestados pode cair para 2 mil.

Além do tratamento propriamente dito, pacientes oncológicos atendidos também recebem de graça todo o medicamento necessário para ajudar na cura da doença. Só pra custear esse fornecimento de medicamentos a despesa mensal do hospital passa dos R$ 700 mil.

O hospital de esperança tem hoje 440 funcionários e 124 médicos prestadores de serviço. O total de leitos chega a 140, destes, dez são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que inclusive já está em condições de serem habilitados pelo Ministério da Saúde, mas ainda não foi. Os gastos só com UTI chegam a R$ 350 mil por mês. Sem habilitação, falta dinheiro para custear esse tipo de leito, que hoje é o mais caro.

(Com informações do g1)

Integração Regional

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