Presidente Venceslau | Quinta-Feira, 11 De Junho De 2026
Policial

Cirurgião plástico é acusado e se torna réu por violação sexual mediante fraude em Presidente Prudente (SP)

Cirurgião plástico é acusado e se torna réu por violação sexual mediante fraude em Presidente Prudente (SP)
Justiça acatou uma denúncia contra João Paulo de Almeida Lopes após mulheres registrarem boletins de ocorrência (Foto: TV Fronteira)

O médico cirurgião plástico João Paulo de Almeida Lopes, de 46 anos, é acusado por duas pacientes de ter abusado sexualmente de ambas mulheres, em seu consultório, localizado no Jardim Paulistano, em Presidente Prudente (SP).

As histórias das vítimas, que não querem ser identificadas, levaram a Justiça a tornar réu o médico por violação sexual mediante fraude, após o recebimento de uma denúncia feita contra ele pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).Ele é apontado pela Polícia Civil e pela Promotoria de Justiça como responsável por ter cometido crimes sexuais.

A vítima registrou um Boletim de Ocorrência em julho deste ano, depois de ter passado por uma consulta para analisar os resultados de uma cirurgia plástica, em Presidente Prudente.

Ela disse para a polícia que uma enfermeira sempre acompanhava os exames, mas, no dia do ocorrido, a paciente ficou sozinha no consultório com o médico. A vítima relatou que o cirurgião plástico a instruiu a fazer um procedimento íntimo, momento em que o abuso teria sido cometido.

A denúncia feita por ela não é a única que envolve o médico João Paulo de Almeida Lopes. No ano passado, em 2021, uma outra mulher, que também não quis ser identificada, procurou a polícia e registrou um Boletim de Ocorrência contra o cirurgião plástico.

A segunda vítima relatou uma história semelhante à da primeira mulher que o denunciou, dizendo que também lhe foi ofertado um método cirúrgico na região íntima.

No entendimento da Polícia Civil e do Ministério Público, o médico cometeu o crime de violação sexual mediante fraude, também conhecido como "estelionato sexual". Nesse tipo de crime, uma pessoa se aproveita da confiança da outra, como, por exemplo, na relação entre médico e paciente, e usa isso para enganar a vítima. Ela só percebe que está sendo alvo de abusos quando eles já estão acontecendo.

A pena para o crime de violação sexual mediante fraude é de dois a seis anos de prisão.Segundo a advogada Natália Karolensky, os crimes sexuais são de diversas naturezas e costumam não deixar rastros.

O que diz o médico;

Na quinta-feira (29), o cirurgião plástico informou, por meio de mensagem, que não iria se manifestar sobre o assunto.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que ainda não tem conhecimento das denúncias contra o cirurgião plástico João Paulo de Almeida Lopes.

(Por TV Fronteira)

Integração Regional

integracaoregionalnews.com.br

Jornal integrante de veículo de comunicação com sede em Presidente Venceslau (SP).

0 Comentário(s)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário