Neste mês, o Integração Regional iniciou a divulgação de informações sobre um material educativo produzido pela Polícia Civil com orientações para os munícipes evitarem golpes.
O conteúdo em questão foi elaborado por Bárbara Camapum, com revisão de Tarcísio Duarte Coelho e imagens da Freepik. Recentemente, o delegado Adalberto Gonini, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Presidente Venceslau, compartilhou a cartilha produzida pela Delegacia Seccional de Presidente Prudente nas redes sociais.
O material possui 17 páginas, todas com explicações sobre os principais golpes de estelionato praticados na atualidade em toda a região. No dia 9, o Integração Regional divulgou informações sobre o golpe do bilhete, o primeiro dos doze destrinchados pela Polícia Civil. Na quarta-feira passada (14), a edição trouxe detalhes sobre o golpe do falso sequestro. Na sexta (16), informações sobre o golpe do parente que o carro quebrou foram divulgadas.
O quarto golpe abordado pela cartilha é o da falsa clonagem de cartão bancário. Nele, um bandido liga para a vítima e questiona se ela emprestou o cartão para uma determinada pessoa que está em outra cidade, sem ser a da vítima. Após resposta negativa da vítima, o bandido pede para que ela desligue o telefone e ligue para o 0800 que consta no verso do cartão. O que a vítima não percebe é que a ligação não foi encerrada e o bandido continuou na linha telefônica.
Após a vítima discar o 0800, o bandido coloca uma gravação como se fosse uma instituição bancária. A vítima, acreditando que está falando com uma funcionária de operadora do cartão, fornece seus dados pessoais como nome, data de nascimento, RG, CPF, senha alfanumérica, telefone e endereço.
Ao final, o bandido diz que um policial ou funcionário do banco passará para coletar o cartão clonado, fornece o número de matrícula da pessoa que buscará. O bandido informa para a vítima que o cartão já foi cancelado e que este deverá estar dentro de um envelope endereçado ao banco ou à polícia quando for entregue ao (falso) policial/funcionário do banco. Com este cartão em mãos e todas as informações da vítima, o bandido que recolheu o cartão realiza saques e transferências bancárias, compras em lojas físicas, bem como utiliza o cartão em maquininhas que estão em poder dos bandidos. Estas maquininhas são de lojas de todos os estados da Federação.
A orientação para esse tipo de ocorrência é a de procurar sua agência bancária para conversar pessoalmente com seu gerente assim quando qualquer loja ou instituição financeira te ligar para dizer que seu cartão foi clonado e que estão realizando compras.
No caso de dificuldade para se locomover, peça auxílio para um familiar.
Jamais entregue seu cartão para estranhos, mesmo que você acredite que ele esteja cancelado ou cortado. Nem o banco, nem a polícia precisam do seu cartão para investigar.
Com a pandemia do coronavírus, os bandidos estão dizendo que os bancos, para evitar contaminação de idosos, pedem que seus funcionários busquem o cartão bancário em casa. Isso é mentira.
Outros golpes
A cartilha produzida pela Polícia Civil traz ainda informações sobre os golpes do intermediador de vendas, do Whatsapp clonado, do falso boleto, do falso site, dos falsos fiscais, do falso namorado, da troca de cartão e até mesmo do coronavírus.
O Integração Regional trará mais detalhes sobre os outros golpes nos próximos dias.
(Da redação)
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